Dois militares condenados no caso do grupo conhecido como “kids pretos” confessaram participação na trama que tentou promover um golpe de Estado no Brasil. A admissão de culpa ocorreu após julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro de 2025.
Os réus são o coronel do Exército Márcio Nunes de Resende Jr. e o tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Jr., que tiveram acesso ao Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) por terem recebido penas inferiores a quatro anos. A confissão é uma exigência para a celebração do acordo.
A investigação apontou que a organização tinha como objetivo manter Jair Bolsonaro (PL) no poder, desconsiderando o resultado das eleições. Os demais envolvidos foram condenados a penas superiores a 20 anos, chegando a 27 anos e três meses para o líder do grupo.
Esses réus responderam por crimes mais graves, como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Já os dois militares que firmaram o acordo foram responsabilizados por associação criminosa e incitação pública de animosidade entre as Forças Armadas e os Poderes constituídos.
O ANPP é um instrumento previsto no Código de Processo Penal para crimes de menor gravidade e exige que o investigado aceite cumprir condições impostas pelo Ministério Público. No caso, o acordo foi homologado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no STF.







