O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro inicia nesta segunda-feira (23) o julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior e de Monique Medeiros da Costa e Silva, acusados pela morte do menino Henry Borel.
Os dois respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura e fraude processual. Eles estão presos no Complexo de Gericinó, em Bangu, enquanto aguardam a decisão do júri popular.
A defesa de Jairinho tentou transferir o julgamento para outra cidade, alegando que a repercussão do caso poderia comprometer a imparcialidade dos jurados. O pedido, no entanto, não suspendeu o início da sessão.
Durante o processo, os advogados do ex-parlamentar questionaram laudos periciais e afirmam que vão tentar provar a inocência do cliente. Já a defesa de Monique sustenta que ela não tinha conhecimento das agressões e não foi omissa.
O Ministério Público mantém a acusação de que Jairinho agrediu a criança até a morte, enquanto Monique teria falhado em proteger o filho. A promotoria aponta que o menino foi vítima de espancamento.
O pai de Henry, que atua como assistente de acusação, cobra uma condenação rigorosa e defende que o caso sirva de exemplo.
Outro ponto que chama atenção é o desaparecimento da babá Thayná de Oliveira Ferreira, considerada testemunha importante. A Justiça determinou buscas para localizá-la após tentativas frustradas de intimação.
O crime aconteceu no apartamento da família, na Barra da Tijuca, quando Henry, de 4 anos, foi levado sem vida ao hospital. Inicialmente, foi apresentada a versão de acidente doméstico, mas exames do Instituto Médico Legal identificaram múltiplas lesões e hemorragia interna.
A repercussão do caso levou à criação da Lei Henry Borel, que ampliou medidas de proteção para crianças vítimas de violência doméstica.











