Enquanto dormir bem virou exceção nas grandes cidades brasileiras, Maceió aparece no topo do ranking negativo do sono. Dados do Vigitel, levantamento oficial do Ministério da Saúde, revelam que 24,8% da população adulta da capital alagoana dorme menos de seis horas por noite, o pior índice entre todas as capitais do país.
Na contramão do cenário nacional, Campo Grande se destaca como exceção. Apenas 14,8% dos moradores relataram sono curto, percentual bem abaixo da média nacional, que chega a 20,2%. Outras capitais populosas como São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus também aparecem acima da média, reforçando o alerta sobre a qualidade do sono nos grandes centros urbanos.
O levantamento mostra ainda que dormir pouco deixou de ser algo pontual. Nas capitais brasileiras, 31,7% dos adultos relatam sintomas de insônia, problema mais frequente entre mulheres, idosos e pessoas com menor escolaridade. Mesmo em Campo Grande, líder do ranking positivo, as mulheres dormem menos do que os homens, padrão que se repete em todo o país.
O Ministério da Saúde alerta que a privação de sono está diretamente associada ao aumento do risco de obesidade, diabetes, hipertensão e problemas de saúde mental. Dormir mal compromete memória, concentração, regulação hormonal, sistema imunológico e saúde cardiovascular. Para a maioria dos adultos, o ideal é dormir entre 7 e 9 horas por noite, um objetivo cada vez mais distante para quem vive na capital brasileira da insônia.













