25 de fevereiro de 2026
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Maceió vira a capital da insônia e lidera ranking de quem menos dorme no Brasil

Foto: Itawi Albuquerque/ Secom Maceió

Enquanto dormir bem virou exceção nas grandes cidades brasileiras, Maceió aparece no topo do ranking negativo do sono. Dados do Vigitel, levantamento oficial do Ministério da Saúde, revelam que 24,8% da população adulta da capital alagoana dorme menos de seis horas por noite, o pior índice entre todas as capitais do país.

Na contramão do cenário nacional, Campo Grande se destaca como exceção. Apenas 14,8% dos moradores relataram sono curto, percentual bem abaixo da média nacional, que chega a 20,2%. Outras capitais populosas como São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus também aparecem acima da média, reforçando o alerta sobre a qualidade do sono nos grandes centros urbanos.

O levantamento mostra ainda que dormir pouco deixou de ser algo pontual. Nas capitais brasileiras, 31,7% dos adultos relatam sintomas de insônia, problema mais frequente entre mulheres, idosos e pessoas com menor escolaridade. Mesmo em Campo Grande, líder do ranking positivo, as mulheres dormem menos do que os homens, padrão que se repete em todo o país.

O Ministério da Saúde alerta que a privação de sono está diretamente associada ao aumento do risco de obesidade, diabetes, hipertensão e problemas de saúde mental. Dormir mal compromete memória, concentração, regulação hormonal, sistema imunológico e saúde cardiovascular. Para a maioria dos adultos, o ideal é dormir entre 7 e 9 horas por noite, um objetivo cada vez mais distante para quem vive na capital brasileira da insônia.