29 de março de 2026
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Líder do Comando Vermelho lavava dinheiro por restaurantes de picanha

Morto no último domingo, o traficante Fhillip da Silva Gregório, conhecido como Professor, utilizava a rede de restaurantes “Picanha do Juscelino” para lavar dinheiro do tráfico de drogas. Ligado ao Comando Vermelho (CV), ele teria criado um esquema com uso de laranjas, empresas de fachada e produtoras de baile funk para movimentar os recursos da facção. Segundo a Polícia Civil, os valores eram transferidos até chegarem a Ponta Porã (MS), onde financiavam a compra de armas e outras atividades ilegais.

A operação da Polícia Civil, deflagrada na terça-feira, visa desarticular o núcleo financeiro do CV, acusado de lavar mais de R$ 250 milhões. Entre os beneficiados pelo esquema, a polícia identificou Viviane Noronha, esposa do cantor MC Poze do Rodo, que teria recebido valores milionários de empresas de fachada. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em sua residência e seus bens, assim como de outros envolvidos, foram bloqueados.

O delegado Jefferson Ferreira, da Delegacia de Roubos e Furtos, afirmou que há indícios do uso da rede de restaurantes no esquema de lavagem. O empresário Juscelino Medeiros de Lima, sócio do negócio e conhecido como Rei da Picanha, está entre os investigados. Outro operador identificado é Gustavo Miranda de Jesus, responsável pelo setor financeiro de Professor, que movimentou R$ 30 milhões em um ano, mesmo sendo beneficiário do auxílio emergencial.

Além de Gustavo, outros nomes como Doca, chefe do tráfico na Penha, e seu segurança Nikolas, o Hurley, também foram mencionados. A produtora Leleco Nacional teria sido usada para transferências ilícitas, inclusive para Matheus Mendes, apontado como laranja de Viviane. A polícia ainda revelou que um depósito foi feito para Mohamed Hussein Ahmed, egípcio suspeito de ligação com a Al-Qaeda, embora o valor e o destino da quantia não tenham sido identificados.