10 de janeiro de 2026
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Liberação de agrotóxicos e defensivos biológicos bate novo recorde no Brasil em 2025

O Brasil registrou em 2025 o maior número de liberações de agrotóxicos e defensivos biológicos da série histórica, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgados neste domingo (4). Ao todo, foram aprovados 912 registros, alta de mais de 37% em relação a 2024, quando o país já havia alcançado um patamar recorde, com 663 liberações.

Do total autorizado neste ano, 162 são defensivos biológicos, considerados de baixo risco ambiental e à saúde humana. O número representa crescimento superior a 50% na comparação com 2024, quando 106 produtos desse tipo foram aprovados. Esses defensivos podem ser produzidos a partir de organismos como insetos, vírus, fungos e hormônios. Além disso, 25 novos produtos químicos inéditos também receberam autorização.

A maior parte das liberações refere-se a produtos formulados, destinados diretamente aos agricultores e já disponíveis no mercado. Foram 589 registros nessa categoria, que inclui tanto agrotóxicos químicos quanto biológicos. Outros 323 produtos são de uso exclusivo industrial, conhecidos como “produtos técnicos”, utilizados como matéria-prima na fabricação de pesticidas.

Apesar do volume elevado de registros, o Ministério da Agricultura ressalta que nem todos os produtos aprovados chegam a ser utilizados no campo. Em 2024, por exemplo, 58,6% das marcas comerciais de agrotóxicos químicos registradas e 13,6% dos ingredientes ativos não foram comercializados.

Para que um defensivo seja liberado no Brasil, ele precisa do aval de três órgãos federais: o Mapa, que analisa a eficácia agronômica; a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável por avaliar os riscos à saúde humana; e o Ibama, que examina os impactos ambientais. O registro só é concedido após aprovação conjunta das três instituições, cada uma dentro de sua competência técnica.