O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afirmou que pretende expandir o arsenal nuclear do país e condicionou qualquer avanço nas relações com os Estados Unidos a uma mudança de postura de Washington. A declaração foi divulgada nesta quinta-feira (26) pela agência estatal KCNA, ao fim do 9º congresso do Partido dos Trabalhadores.
Segundo a KCNA, Kim defendeu como “vontade firme” do regime fortalecer o poder nuclear e consolidar o status do país como Estado nuclear. O plano inclui ampliar o número de ogivas, diversificar meios de lançamento e investir em mísseis balísticos intercontinentais mais potentes, inclusive modelos lançados de submarinos, além de sistemas com inteligência artificial, drones e armas antissatélite. O congresso terminou com desfile militar em Pyongyang.
Estimativas do Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo indicam que o país possui cerca de 50 ogivas nucleares e material físsil para produzir outras 40. A expansão ocorre em meio a especulações sobre eventual reaproximação com o presidente Donald Trump, que já se reuniu três vezes com Kim em seu primeiro mandato e planeja viagem à China no fim de março.
Kim, no entanto, manteve tom duro contra a Coreia do Sul, classificando Seul como “inimigo mais hostil” e descartando diálogo com o governo do presidente Lee Jae Myung. Ele advertiu que Pyongyang poderá adotar “ações arbitrárias” caso identifique comportamentos considerados provocativos. Apesar disso, deixou aberta a possibilidade de diálogo com Washington, desde que os EUA reconheçam o status nuclear norte-coreano e abandonem o que chamou de política de confrontação.











