O influenciador digital e ex-policial militar Kel Ferreti foi denunciado nesta terça-feira (17) pelo Ministério Público de Alagoas (MP/AL), acusado de liderar uma organização criminosa especializada em fraudes estruturadas, jogos de azar online, lavagem de dinheiro e sorteios manipulados. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e aos Crimes Contra a Ordem Tributária (Gaesf), Ferreti ostentava vida de luxo nas redes sociais, promovendo rifas e links de apostas do jogo “Fortune Tiger”, conhecido como “jogo do tigrinho”.
A denúncia inclui também a esposa de Ferreti, que divulgava os esquemas nas redes, e um sócio ligado às empresas investigadas. O grupo usava veículos de luxo registrados em nome de “laranjas” e manipulava sorteios para beneficiar membros da quadrilha. O MP pediu 77 anos e cinco meses de prisão para Ferreti, e penas que somam mais de 254 anos para os outros sete influenciadores envolvidos.
A operação que deu origem à denúncia foi deflagrada em dezembro do ano passado. Para o promotor Cyro Blatter, coordenador do Gaesf, o caso evidencia a atuação coordenada de criminosos que usam a internet para enganar vítimas com promessas de riqueza rápida, reforçando a importância do combate à criminalidade digital e à lavagem de dinheiro.










