A Justiça de Alagoas manteve, nesta quarta-feira (28), a prisão preventiva de Ruan Ferreira, de 30 anos, suspeito de ser o mandante do assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, o Joba, coordenador das categorias de base do CRB, executado com um tiro na cabeça na última sexta-feira (23), no bairro Santa Lúcia, em Maceió.
Durante a audiência de custódia, o juiz responsável pelo caso decidiu manter o suspeito preso, após analisar os argumentos apresentados pela defesa e pelo Ministério Público. O advogado Napoleão Júnior, que representa Ruan, afirmou que a prisão é desnecessária e que o cliente deveria responder ao processo em liberdade, já que se apresentou voluntariamente à polícia.
Segundo a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Ruan é historiador, não possui antecedentes criminais e optou por ficar em silêncio durante o interrogatório. A delegada Tacyane Ribeiro informou que ele demonstrou nervosismo e confirmou apenas informações pessoais. “Ele não colaborou com a investigação, mas o caso está praticamente elucidado”, afirmou.
A investigação aponta que o crime teria sido motivado por ciúmes. Após o término de um relacionamento com uma mulher que também havia se relacionado com Joba, Ruan teria pago R$ 10 mil pela execução do coordenador. Três suspeitos de envolvimento no assassinato morreram em confronto com a polícia no bairro do Clima Bom, e um quarto envolvido foi preso.
A defesa nega as acusações e afirma que Ruan não tem relação com o crime. Um áudio divulgado nas redes sociais, no qual o historiador pede desculpas, foi esclarecido pelo advogado: “Não se trata de confissão. Ele apenas lamenta a repercussão do caso e pede orações pelo momento difícil que está vivendo”.









