A Justiça Eleitoral de Boca da Mata condenou a ex-candidata a prefeita Amanda Larissa Barros Acioli de Moura e seu candidato a vice, Gilvan Rodrigues da Silva, conhecido como Alemão, à inelegibilidade por oito anos, após reconhecer a prática de abuso de poder econômico, captação ilícita de sufrágio e uso irregular de recursos durante a campanha eleitoral de 2024.
Além da inelegibilidade, os dois também foram condenados ao pagamento de multa superior a R$ 21 mil. De acordo com a decisão, as irregularidades envolveram a concessão de vantagem a eleitores durante o período eleitoral, com utilização de recursos considerados irregulares e fora da contabilidade oficial da campanha.
Foi aplicada, assim, a penalidade de inelegibilidade para eleições futuras. A sentença foi proferida pela 48ª Zona Eleitoral de Boca da Mata, no processo nº 0600516-21.2024.6.02.0048. A nova condenação não é um episódio isolado e se soma a um histórico familiar marcado por outras condenações eleitorais envolvendo integrantes diretos do núcleo político da ex-candidata.
O pai da ex-candidata, Valter Acioli, ex-vice-prefeito do município, já havia sido condenado pela Justiça Eleitoral e declarado inelegível por atos praticados em eleição anterior. Durante o pleito de 2024, ele também foi flagrado em vídeo oferecendo dinheiro a eleitores.
Outro integrante da família, o ex-vereador Valtinho Acioli, irmão da ex-candidata, também foi condenado pela Justiça Eleitoral, tendo perdido o mandato e sido declarado inelegível. Com isso, a condenação da ex-candidata e de seu vice amplia a sequência de condenações eleitorais envolvendo integrantes diretos do mesmo núcleo familiar, todas decorrentes de atos reconhecidos pela Justiça Eleitoral.









