A deputada Júlia Zanatta manifestou fortes críticas à escolha de Erika Hilton para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ela classificou o resultado como uma “derrota histórica para as mulheres brasileiras” e argumentou que o comando do colegiado deveria considerar experiências ligadas à realidade biológica feminina, como maternidade e amamentação.
No pronunciamento, Zanatta afirmou ter ficado indignada com o processo que levou à eleição. Segundo ela, parlamentares mulheres teriam se articulado para tentar impedir a vitória da chapa do PSOL logo no primeiro turno, mas a tentativa não prosperou. A deputada também destacou que o número mínimo de votos necessário para validar a votação só foi alcançado com o apoio de dois deputados homens, o que acabou permitindo a eleição de Hilton.
Ao longo da gravação, a parlamentar defendeu que a comissão precisa tratar de políticas públicas voltadas a todas as mulheres, citando também transexuais e travestis, mas ressaltou que isso não deveria ocorrer à custa de direitos já consolidados. Para ela, o colegiado deve atuar com responsabilidade e concentrar esforços em medidas concretas que impactem a vida das mulheres no país.
Zanatta encerrou sua fala afirmando que não aceita que mulheres sejam “invisibilizadas” ou tenham suas identidades desrespeitadas. Segundo a deputada, a comissão precisa assumir um compromisso efetivo com pautas consideradas essenciais para as brasileiras.












