O julgamento do caso do menino Henry Borel, iniciado nesta segunda-feira (23), foi adiado após os advogados de Jairo Souza Santos Júnior deixarem a sessão do Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. A audiência foi remarcada para o dia 22 de junho.
São réus no processo o ex-vereador Jairinho e Monique Medeiros, mãe da criança. Ambos respondem por crimes relacionados à morte do menino e serão julgados por júri popular, cuja decisão é tomada pela maioria dos jurados.
De acordo com a acusação, o caso envolve homicídio triplamente qualificado, além de tortura, coação no curso do processo e fraude processual. Em caso de condenação, a pena de Jairinho pode chegar a até 40 anos de prisão, enquanto a de Monique pode alcançar cerca de 35 anos.
Nas redes sociais, o pai do menino, Leniel Borel, voltou a se manifestar. “Saudade é pouco. Meu filho foi tirado de mim, mas minha luta ninguém vai calar. A justiça será por você, Henry”, escreveu.
Henry morreu em março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca. Na época, os dois afirmaram que a criança teria sofrido um acidente doméstico, versão que foi descartada após laudo do Instituto Médico-Legal apontar 23 lesões pelo corpo, incluindo hemorragia interna e laceração hepática.
A defesa dos réus sustenta a tese de inocência. O processo segue e deve ser retomado na nova data marcada pela Justiça.










