As Forças de Defesa de Israel intensificaram, nesta terça-feira (3), a ofensiva militar no sul do Líbano, ampliando o controle sobre novas posições estratégicas na região fronteiriça. Segundo o Exército israelense, a medida ocorre em meio ao aumento dos confrontos com o grupo Hezbollah e tem como objetivo reforçar a segurança das comunidades israelenses próximas à divisa entre os dois países.
De acordo com os militares, Israel já mantinha cinco pontos de observação no território libanês há meses para monitoramento da fronteira. Com a escalada recente dos ataques, novas áreas passaram a ser ocupadas dentro do que o governo classificou como uma “postura defensiva avançada reforçada”. A decisão foi autorizada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e pelo ministro da Defesa, Israel Katz.
Em coletiva, o porta-voz das Forças de Defesa de Israel afirmou que a ampliação da presença militar não representa o início de uma invasão terrestre em larga escala. Segundo ele, a atuação permanece restrita à faixa fronteiriça imediata e busca impedir infiltrações e ataques contra civis israelenses, especialmente após sucessivos disparos de foguetes e drones atribuídos ao Hezbollah.
A ofensiva ocorre após Israel emitir ordens de evacuação para vilarejos do sul do Líbano, orientando moradores a manter distância mínima de áreas consideradas bases operacionais do grupo armado. Autoridades israelenses alegam que a movimentação do Hezbollah na região tem provocado risco direto à população do norte do país.
Mesmo após o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em 2024, Israel afirma que continua realizando ataques preventivos diante de supostas violações do acordo. O Hezbollah nega as acusações e acusa Tel Aviv de ampliar unilateralmente as operações militares no território libanês, elevando novamente a tensão na fronteira.







