O superintendente federal Cauê Castro classificou como “irresponsável” a decisão do deputado Nikolas Ferreira de manter uma manifestação mesmo diante de fortes chuvas e risco de descargas elétricas. O ato terminou com mais de 70 pessoas atingidas por um raio, das quais cerca de 30 precisaram ser encaminhadas para unidades de saúde.
De acordo com relatos de atendimento, o temporal se intensificou durante a concentração, com registro de raios na região. Ainda assim, a mobilização foi mantida, expondo manifestantes a uma situação de risco evidente. O episódio gerou forte repercussão nas redes sociais e levantou questionamentos sobre a responsabilidade de lideranças políticas na organização de atos públicos.
Para Cauê Castro, embora o ocorrido seja uma fatalidade do ponto de vista natural, a condução do evento não pode ser relativizada. “Fatalidade existe, mas convocar e manter pessoas em meio a um temporal é uma irresponsabilidade. Liderança política tem dever com a segurança das pessoas”, afirmou.
Cauê também destacou que a mobilização política não pode se sobrepor à integridade física dos participantes. “Não dá para brincar com vidas. Quando o risco é claro, a obrigação é suspender, proteger e orientar, não seguir como se nada estivesse acontecendo”, concluiu.









