O Irã anunciou nesta segunda-feira (2) ter realizado um ataque direto contra o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em meio à intensificação dos bombardeios entre os dois países. A ofensiva foi reivindicada pela Guarda Revolucionária iraniana, que afirmou ter atingido também o quartel-general do comandante da Força Aérea israelense.
Segundo comunicado divulgado pela agência estatal Fars, o ataque teria como alvo “estruturas estratégicas do regime sionista”, incluindo centros militares e prédios governamentais em Tel Aviv, além de instalações de segurança em Haifa e na região de Jerusalém Oriental. Até a última atualização, o governo israelense não havia confirmado danos nem comentado oficialmente a ação.
A nova ofensiva ocorre após ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra alvos iranianos iniciados no último sábado, incluindo bombardeios em Teerã. Em resposta, Teerã lançou mísseis contra bases militares americanas em países do Golfo e ampliou sua atuação militar na região.
O presidente americano Donald Trump afirmou que a campanha militar continuará até o cumprimento dos objetivos estratégicos definidos por Washington. Paralelamente, ataques cruzados seguem sendo registrados em diferentes frentes, incluindo bombardeios israelenses em Beirute, que deixaram dezenas de mortos após ações atribuídas ao grupo Hezbollah.
De acordo com o Crescente Vermelho iraniano, ao menos 555 pessoas morreram no Irã desde o início da ofensiva militar. A escalada aumenta o risco de um confronto prolongado no Oriente Médio, com impacto direto na segurança global e crescente preocupação internacional diante da possibilidade de expansão do conflito para novos países.











