15 de março de 2026
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Haddad acusa EUA de punir Brasil por sua democracia em tarifa de 50%

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta quarta-feira (13) que o Brasil está sendo “sancionado por ser mais democrático que seu agressor”, ao se referir à tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Haddad classificou a medida como uma retaliação “injustificável” e criticou o apoio de setores radicalizados no país à decisão americana. O anúncio foi feito durante a apresentação de um pacote de socorro às empresas afetadas.

A sobretaxa, em vigor desde 6 de agosto, atinge cerca de 55% da pauta exportadora brasileira para os EUA, incluindo café, carnes, têxteis, açúcar e pescados. O plano prevê uma linha de crédito de até R$ 30 bilhões com juros subsidiados para empresas que comprovarem perdas, priorizando pequenos e médios negócios. Como contrapartida, as empresas beneficiadas deverão preservar empregos ou oferecer outras garantias.

O pacote também amplia o acesso ao Fundo de Garantia à Exportação (FGE), cria linhas de seguro e fortalece instrumentos financeiros do setor. Entre as ações estão a devolução de parte dos tributos pelo programa Reintegra, estendido até 2026, e a flexibilização de compras governamentais para absorver produtos perecíveis. Haddad afirmou que as medidas têm fôlego até a Reforma Tributária, prevista para 2027, que deve abrir novas oportunidades comerciais e proteger as exportações brasileiras.