A Confederação Geral do Trabalho (CGT) iniciou à 0h desta quinta-feira uma greve nacional de 24 horas contra a reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei. O projeto será analisado pela Câmara dos Deputados da Argentina ainda hoje. A paralisação reúne 13 sindicatos, incluindo categorias de transporte, setor público e comércio.
Desde a meia-noite, trens e metrôs deixaram de operar, a maioria dos táxis saiu de circulação e bancos suspenderam o atendimento presencial. Diferentemente da greve geral anterior, realizada em 10 de abril do ano passado, parte das linhas de ônibus da empresa DOTA continua funcionando.
O setor aéreo foi um dos mais afetados. A Aerolíneas Argentinas informou o cancelamento de 255 voos, impactando mais de 31 mil passageiros e gerando prejuízo estimado em US$ 3 milhões. A Gol Linhas Aéreas comunicou que as operações nos aeroportos de Buenos Aires, Córdoba, Mendoza e Rosário estão impossibilitadas, resultando em cancelamentos. Já a Flybondi anunciou que transferiu parte das operações do Aeroparque para o Aeroporto de Ezeiza, com previsão de manter cerca de cem voos.
No sistema financeiro, a Asociación Bancaria confirmou que não haverá atendimento presencial em bancos públicos e privados em todo o país, embora os serviços digitais permaneçam disponíveis. Outras entidades do setor afirmaram que buscam garantir a continuidade das operações financeiras, especialmente nos canais eletrônicos.








