12 de março de 2026
Carregando...

Fale com a redação e faça sua sugestão de pauta

Governo de Alagoas não investigou alteração em poços da Braskem quatro meses antes de terremoto de 2018

 

Quatro meses antes do terremoto que abalou Maceió em 2018, desencadeando o recente desmoronamento de uma mina, a Braskem comunicou à Secretaria de Recursos Hídricos (Semarh) de Alagoas o fechamento de dois poços artesianos essenciais para a mineração de sal-gema. Documentos revelam que, em novembro de 2017, a empresa alertou sobre o colapso dos poços PW23 e PW27, situados a 686 e 343 metros, respectivamente, do epicentro do terremoto.

Apesar desse aviso prévio, não houve investigação sobre a situação dos poços antes ou depois do terremoto, segundo a assessoria de imprensa da Semarh, alegando que o colapso de poços não é incomum e não necessariamente relacionado aos eventos da mina da Braskem. Contudo, dois geólogos que estudaram a região afirmam que colapsos de poços em zonas de mineração urbana não são comuns, indicando que a informação deveria ter desencadeado uma investigação mais aprofundada.

Os dados revelam que a instabilidade no subsolo de Maceió aumentou desde 2011, com afundamentos significativos em 2017 e 2018. Um exame mais detalhado sobre as causas do fechamento dos poços poderia ter indicado que o solo estava se movendo, mesmo que o colapso iminente não fosse confirmado. A Braskem possui 31 poços na área das minas, e a Semarh não emite novas outorgas desde 2022.