Diante da possibilidade de uma paralisação nacional de caminhoneiros, o governo federal adotou um tom mais rígido ao tratar da crise no transporte rodoviário. Em vez de anunciar mudanças estruturais para enfrentar problemas como o aumento dos custos e a defasagem nos valores dos fretes, integrantes do governo indicaram que podem endurecer a fiscalização sobre o cumprimento das regras do setor.
O ministro dos Transportes, Renan Filho, declarou que empresas que desrespeitarem a tabela mínima de frete correm o risco de sofrer sanções severas, incluindo a impossibilidade de continuar operando. Segundo ele, transportadoras que insistirem em não seguir a tabela poderão perder o direito de contratar e realizar serviços de transporte.
A sinalização do governo sugere a adoção de medidas semelhantes às aplicadas em outras áreas reguladas, como punições administrativas e restrições de atuação para quem não estiver em conformidade. Essa postura ocorre em um contexto em que muitos profissionais do setor afirmam que os valores praticados atualmente não cobrem os custos básicos da atividade.
Enquanto isso, cresce a mobilização entre lideranças da categoria, que apontam forte adesão a uma possível greve nacional. A combinação de insatisfação econômica com a perspectiva de maior controle por parte do governo aumenta a tensão e reforça o cenário de incerteza no transporte de cargas no país.







