O núcleo do MDB mais próximo do governo demonstrou insatisfação com o fato de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não ter se mobilizado e feito um convite formal para a sigla ocupar a vaga de candidato a vice-presidente. Esse grupo entende que o gesto seria necessário para garantir um acordo que fizesse a sigla estar formalmente na coligação da campanha do petista.
O entendimento dessa ala é que a legenda não tinha como ponderar um embarque na campanha de reeleição sem ter sido chamada pelo presidente para discutir o assunto de forma clara.
O caminho encarado como mais provável dentro da legenda é que o partido adote uma neutralidade e libere os estados para fazerem as alianças com os candidatos a presidente que desejarem. Em São Paulo, por exemplo, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) apoia Flávio Bolsonaro (PL) para o Palácio do Planalto.
Auxiliares de Lula relatam que nunca houve uma costura formal com o MDB para que uma chapa de fato saísse do papel, exceto pelo fato de Lula ter indicado isso em uma reunião com os senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL) no fim do ano passado.







