O ex-ministro do Turismo, Gilson Machado, foi preso nesta sexta-feira (13), em Recife, em meio a investigações que apuram sua tentativa de ajudar o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid, a deixar o Brasil. A prisão foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e com base em informações da Polícia Federal (PF).
Segundo a PGR, Machado teria atuado junto ao consulado de Portugal no Recife para conseguir, de forma ilegal, um passaporte português para Mauro Cid. A suposta tentativa ocorreu em maio de 2025, e teria como objetivo facilitar a fuga de Cid do território nacional, o que configuraria tentativa de obstrução de investigação criminal e favorecimento pessoal. Apesar de não ter conseguido emitir o documento, a Polícia Federal acredita que Gilson Machado ainda buscava alternativas em outras embaixadas e consulados.
Na última terça-feira (10), a PGR havia protocolado junto ao STF um pedido de abertura de inquérito para investigar as ações de Machado. O documento também solicitava medidas cautelares, como a quebra de sigilo telefônico e de mensagens, além de buscas e apreensões. Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, há indícios concretos de que o ex-ministro atuou para dificultar as investigações da tentativa de golpe e das ações da organização criminosa da qual Mauro Cid é apontado como integrante.
A prisão de Gilson Machado ocorre no contexto das investigações mais amplas envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso de Mauro Cid, que já está sob investigação por diversos crimes, incluindo falsificação de cartão de vacinação e tentativa de golpe, segue sendo um dos principais focos da Polícia Federal. A tentativa de fuga revelada agora agrava ainda mais o cenário para os envolvidos e reforça a atenção da Justiça sobre tentativas de interferência nas apurações.








