O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a regra da Corte que permitiu nomeações de parentes para cargos políticos. Até o momento, dos sete que declararam voto, seis foram favoráveis e apenas um divergiu.
Com isso, o entendimento de que a nomeação de parentes para cargos de natureza política não configura nepotismo. Flávio Dino foi o único que até o momento foi na direção contrária do relator, ministro Luiz Fux, e fez uma comparação com empresas privadas.
“O que a primeira geração de empresários faz quando chega na terceira geração? Eles profissionalizam a gestão, porque senão a empresa acaba. Nem no setor privado funciona. O nepotismo é banido até no setor privado. Nós não conhecemos um banco em que o presidente é o pai e os diretores são os filhos, netos e sobrinhos. Isso só acontece na administração pública. O que mostra que nós devemos banir isto”, disse.
Mesmo com maioria formada, o julgamento será retomado na próxima quarta-feira (29). Acompanharam o relator Luiz Fux os ministros Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Faltam declarar seus votos os ministros Edson Fachin, Gilmar Mendes e Carmen Lúcia.







