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Favoritos à vaga no STF adotam discrição enquanto Lula evita pressões

Cinco dias após o anúncio da aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, os principais cotados para ocupar a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) têm adotado uma postura discreta. O advogado-geral da União, Jorge Messias, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, mantêm agendas de caráter técnico e institucional, sem sinais públicos de articulação política. Entre os nomes mais próximos de Luiz Inácio Lula da Silva, Messias tem evitado tratar do tema até com aliados, após a derrota na disputa anterior, vencida por Flávio Dino. Evangélico, ele tem usado suas redes sociais para compartilhar mensagens religiosas, movimento interpretado como um aceno ao eleitorado evangélico, importante para o governo em meio à tentativa de diálogo com o setor. Já Rodrigo Pacheco conta com o apoio do senador Davi Alcolumbre e mantém conversas reservadas em Brasília. Interlocutores no Congresso afirmam que o presidente do Senado teria sinalizado dificuldades para aprovar Messias, caso ele seja indicado por Lula. Bruno Dantas, por sua vez, participou de um evento da FAO em Roma, que coincidiu com a presença do presidente na capital italiana, mas sem encontro entre os dois. A cautela dos três é vista como uma tentativa de não pressionar o presidente, que tem repetido que fará a escolha com base em critérios jurídicos e políticos, sem se deixar influenciar por aliados ou movimentos de bastidores. No Planalto, a aposentadoria antecipada de Barroso gerou irritação em Lula, que considerou o momento inoportuno e decidiu não atender a uma ligação do ministro após o anúncio.
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