22 de março de 2026
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Falta de ferro na gravidez pode alterar sexo biológico do bebê, indica estudo

Pesquisadores da Universidade de Osaka, no Japão, descobriram que a deficiência de ferro durante a gravidez pode afetar o desenvolvimento sexual do feto ainda no útero. O estudo, publicado na renomada revista Nature, revelou que a carência severa desse mineral levou alguns embriões geneticamente masculinos a desenvolverem características femininas, incluindo estruturas reprodutivas típicas de fêmeas.

Essa é a primeira vez que um estudo demonstra que fatores não genéticos podem interferir diretamente na determinação do sexo biológico. Nos mamíferos, o sexo é, em regra, definido pelos cromossomos: fêmeas têm XX e machos têm XY. Um gene chamado Sry, presente no cromossomo Y, costuma ser o responsável por iniciar o desenvolvimento dos testículos por volta da sexta semana de gestação.

Quando esse gene não é ativado, as gônadas, glândulas responsáveis pela formação das células reprodutivas, seguem seu caminho natural e se transformam em ovários. No experimento, os cientistas alimentaram fêmeas de camundongo com uma dieta pobre em ferro durante um mês antes da concepção e nas duas primeiras semanas de gravidez.

Os resultados foram comparados com os de camundongos que receberam alimentação equilibrada. Essa descoberta amplia a compreensão sobre como fatores ambientais e nutricionais podem interferir em processos biológicos fundamentais, como a diferenciação sexual, antes mesmo do nascimento.