A escassez de diesel já começa a ser registrada em diversas regiões do Brasil, incluindo cidades de Alagoas, como Traipu, que lançou uma nota oficial nesta Segunda-Feira (23), explicando que por conta da alta dos preços provocada pela crise no Oriente Médio, a prefeitura irá realocar o combustível para serviços essenciais, como transporte de pacientes e atendimentos de urgência na área da saúde. O avanço do conflito e as tensões no Estreito de Ormuz têm elevado o custo internacional do combustível e ampliado o risco de desabastecimento.
No Rio Grande do Sul, levantamento da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul aponta que ao menos 142 prefeituras já enfrentam dificuldades no abastecimento. O número representa cerca de 30% dos municípios do estado. Diante do cenário, gestores têm priorizado serviços essenciais, como o transporte de pacientes, enquanto obras e atividades com maquinário pesado começam a ser suspensas.
A presidente da entidade, Adriane Perin de Oliveira, alertou que a situação pode se agravar sem medidas emergenciais. Prefeituras cobram ações mais efetivas para garantir o fornecimento de combustível nos próximos dias.
Desde o início da crise internacional, o preço médio do diesel no Brasil já subiu mais de 20%, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. O aumento pressiona toda a cadeia logística e impacta diretamente serviços públicos e o setor produtivo.
O governo federal anunciou medidas como a liberação de crédito extraordinário e a zeragem de impostos federais sobre o diesel, além de propor a redução do ICMS pelos estados. No entanto, parte dos governadores resiste à proposta, o que pode dificultar uma resposta mais rápida à crise.
Especialistas avaliam que, sem alinhamento entre União e estados, o país pode enfrentar novos pontos de desabastecimento, principalmente em regiões mais afastadas dos grandes centros de distribuição.








