O Agora Alagoas obteve acesso exclusivo a documentos e informações que colocam o presidente da Associação dos Militares de Alagoas (AMEAL), Sargento PM José Erionaldo da Silva, sob suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção e desvio de verbas da entidade. A denúncia, reforçada por uma fonte em entrevista exclusiva ao portal, revela uma série de irregularidades financeiras, incluindo atrasos em pagamentos, dívidas milionárias e um possível esquema de lavagem de dinheiro.
Os documentos foram acessados pelo atual vice-presidente, que com uma liminar conseguiu afastar Erionaldo durante o período de uma semana, o que possibilitou o descobrimento de diversas irregularidades, como dívidas acumuladas e atrasos em contas essenciais. Um dos episódios mais alarmantes ocorreu no dia 18 de janeiro, quando o fornecimento de energia elétrica da associação foi interrompido por falta de pagamento. Além disso, foi descoberta uma dívida de R$112 mil referente ao aluguel do clube da AMEAL no bairro de Guaxuma, em Maceió.
Outro ponto crítico da denúncia envolve a construção de um clube da associação na região da Massagueira, em Marechal Deodoro. A obra, inicialmente orçada em R$2 milhões, já ultrapassa a marca de R$3 milhões, e um contrato de R$1 milhão foi firmado com uma empresa que, segundo a denúncia, deveria ser a responsável pela construção do espaço, contudo a empresa seria somente de materiais de construção.
Além disso, o empreendimento não possui as devidas autorizações legais, mas, mesmo assim, sua inauguração está prevista para o dia 23 de março deste ano.
A investigação também aponta para possíveis indícios de lavagem de dinheiro e movimentações financeiras suspeitas envolvendo o presidente da AMEAL. A denúncia menciona, por exemplo, a contratação de uma empresa de Minas Gerais que menciona ser de aluguel de máquinas agrícolas, mas que, segundo apurações, não atua no ramo da construção civil. No endereço registrado da empresa, funciona, na realidade, uma clínica médica.
As duas empresas citadas anteriormente não possuem atividades registradas na construção civil.
Diante da gravidade das acusações, a reportagem segue acompanhando os desdobramentos do caso, e a expectativa é que órgãos de fiscalização e controle investiguem as possíveis irregularidades. Até o momento, o presidente da AMEAL, José Erionaldo da Silva, não se manifestou oficialmente sobre as denúncias.









