O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que os Estados Unidos solicitaram apoio de Kiev para ajudar na defesa de aliados do Golfo contra drones iranianos. Segundo ele, parceiros internacionais têm procurado o governo ucraniano para discutir formas de cooperação, inclusive por meio de pedidos feitos “do lado americano”. O Pentágono não comentou o assunto.
Zelensky destacou, no entanto, que qualquer colaboração dependerá de duas condições: que a defesa da Ucrânia não seja enfraquecida e que o país obtenha ganhos diplomáticos ou militares. Entre as possibilidades mencionadas está a troca de drones interceptadores produzidos pela indústria ucraniana por sistemas de defesa aérea MIM-104 Patriot, utilizados para interceptar mísseis balísticos russos.
O conflito no Oriente Médio tem aumentado o temor em Kiev de que aliados desviem atenção ou recursos para outras frentes de guerra. Também há preocupação com a possível escassez de mísseis interceptadores e com a alta do preço do petróleo, importante fonte de receita para a Rússia.
Mesmo diante desses riscos, Zelensky indicou que pretende transformar a crise em uma oportunidade estratégica. Nas últimas semanas, ele conversou com líderes de países do Golfo, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Jordânia e Kuwait. Segundo o presidente, a Ucrânia pode oferecer soluções práticas para ajudar na proteção de bases militares e infraestruturas civis contra ataques com drones iranianos.
Os drones do tipo Shahed têm sido amplamente utilizados pela Rússia em bombardeios contra território ucraniano desde o início da guerra, o que levou Washington a demonstrar interesse na experiência adquirida pelas forças de Kiev no enfrentamento desse tipo de ameaça.








