O governo dos Estados Unidos apresentou um conjunto de exigências à liderança interina da Venezuela, liderada por Delcy Rodríguez, para que o país retome a produção de petróleo, incluindo a exigência de uma parceria exclusiva com os EUA no setor energético, segundo fontes que conversaram com a imprensa internacional.
De acordo com relatos divulgados pela ABC News, a administração de Donald Trump pediu que a Venezuela rompa laços econômicos e comerciais com países como China, Rússia, Irã e Cuba e estabeleça uma cooperação exclusiva com os Estados Unidos na produção e venda de petróleo. Em negociações, foi enfatizado que o país norte-americano deve ser favorecido nas futuras exportações de petróleo bruto.
As demandas foram transmitidas ao governo interino venezuelano após a recente ofensiva militar dos EUA em território venezuelano e a prisão do então presidente Nicolás Maduro, no fim de semana passado. As exigências de Trump estão centradas em largar parcerias com potências estrangeiras e aproximar o setor petrolífero de empresas americanas, com objetivo de aumentar a influência de Washington sobre uma das maiores reservas de petróleo do mundo.
Especialistas veem as negociações como parte de uma estratégia mais ampla de pressão econômica e política. Caso as demandas sejam atendidas, o governo dos EUA sinalizou disposição em rever parte das sanções contra Caracas, possivelmente expandindo a atuação de companhias norte-americanas no setor.
Entretanto, a proposta também tem gerado críticas internacionais, com países aliados e mercados observando atentamente o impacto geopolítico da reorientação das exportações de petróleo venezuelano e da exigência de exclusividade para os Estados Unidos.
Em paralelo às negociações, o presidente Trump afirmou que milhões de barris de petróleo venezuelano serão direcionados para os Estados Unidos nos próximos meses, reforçando a importância do tema no centro da diplomacia energética entre os dois países.








