Um escândalo envolvendo o município alagoano de Estrela de Alagoas ganhou projeção nacional após reportagem exibida no Fantástico neste domingo (18), reacendendo a discussão sobre fiscalização e responsabilidade em obras públicas que permanecem inacabadas mesmo após anúncios de altos investimentos. Na cidade do Agreste do estado, moradores cobram explicações sobre duas estradas rurais prometidas pelo DNOCS, com orçamento estimado em R$ 25 milhões, que nunca foram totalmente concluídas.
Segundo relatos da população, uma das vias recebeu apenas serviços de terraplanagem, enquanto a outra teve o asfalto aplicado em apenas parte do percurso. As intervenções foram interrompidas e não avançaram após as eleições municipais de 2024. O caso também gerou críticas à gestão anterior e ao grupo político liderado pela ex-prefeita Ângela Garrote. À época, o município era administrado por Aldo Lira (PP), irmão da ex-prefeita, que chegou a agradecer publicamente ao deputado Arthur Lira (PP-AL) pela obra, embora o parlamentar afirme que a responsabilidade pela execução é do DNOCS, órgão federal.
As obras foram contratadas junto à empreiteira Construmaster, que posteriormente mudou de nome para Vieira Infraestrutura e hoje é investigada na Operação Fake Road. A apuração, conduzida pela Polícia Federal e pela CGU, investiga suspeitas de fraudes, superfaturamento, desvios de recursos e falhas na execução dos serviços. Enquanto isso, moradores da zona rural seguem enfrentando dificuldades de acesso e cobrando respostas sobre o destino dos recursos públicos investidos.









