11 de janeiro de 2026
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“Estamos ricos pra caralho”: áudios revelam esquema de propina entre delegados, promotor e juiz

O Ministério Público do Pará investiga um suposto esquema criminoso envolvendo dois delegados da Polícia Civil, um promotor de Justiça e um juiz em Belém. As apurações apontam que o grupo atuava para burlar a distribuição de processos judiciais e cobrava propina de investigados para favorecimento em casos. O delegado Arthur Afonso Nobre de Araújo é apontado como figura central no esquema.

Também estão envolvidos o delegado Carlos Daniel Fernandes de Castro, então diretor metropolitano, advogados, assessores e a promotora Juliana Dias Nobre, esposa de Arthur Nobre. As investigações indicam cobranças ilegais em processos de dívidas cíveis, influências em jogos de aposta e casos de acidentes de trânsito, com pagamentos para manipular autos judiciais.

Um relatório detalhado, com 552 páginas, foi enviado pela Procuradoria-Geral de Justiça ao Tribunal de Justiça do Pará, onde o caso tramita em segunda instância devido à participação de membros do sistema judicial. Para aprofundar as investigações, a Justiça autorizou afastamentos, quebras de sigilo bancário e fiscal, além de buscas relacionadas ao caso.

Foram afastados os dois delegados e o promotor Luiz Márcio Teixeira Cypriano. O juiz Jackson Sodré Ferraz também é citado nas apurações, com quebras de sigilo autorizadas para familiares. O Ministério Público afirma que trabalha para responsabilizar todos os envolvidos conforme a lei.