14 de março de 2026
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Entenda como o Irã usou drones kamikaze para desafiar aliados dos EUA no Oriente Médio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os mísseis e a indústria de mísseis do Irã seriam “totalmente aniquilados” quando os EUA iniciaram ataques aéreos contra o país no último sábado (28), sem mencionar os drones iranianos. Seis dias depois, o Irã lançou mais de 2.000 drones de baixo custo em alvos pelo Oriente Médio, em uma tentativa de sobrecarregar as defesas e provocar caos na região.

Os drones “kamikaze”, conhecidos como Shahed, carregam explosivos que detonam ao atingir os alvos e podem causar danos significativos. O ataque mais letal contra forças americanas ocorreu em uma base no Kuwait, matando seis soldados dos EUA. Além de mirar aliados norte-americanos no Golfo Pérsico, os ataques atingiram embaixadas, infraestrutura energética, aeroportos e hotéis, além de áreas densamente povoadas, gerando temor entre civis e governos locais.

O Shahed-136, fabricado no Irã, é um drone de baixo custo, com preço estimado entre US$ 20 mil e US$ 50 mil, mas com engenharia potente. Ele é pré-programado para seguir uma rota definida até o alvo, com alcance de até 2.500 km, e voa em baixa altitude, tornando difícil sua detecção por radares. A Rússia também copiou o modelo iraniano para usar na Ucrânia, enquanto os EUA desenvolveram versões próprias do drone.

Apesar da eficiência dos drones, cada interceptação tem alto custo. Sistemas de mísseis, caças e armas a laser são utilizados para abatê-los, mas o preço por defesa é elevado. Nos Emirados Árabes Unidos, mais de mil drones foram lançados, e 71 conseguiram ultrapassar as defesas do país, enquanto ataques semelhantes no passado, como contra Israel, exigiram interceptações caras com mísseis britânicos da RAF.