O percentual de famílias endividadas no Brasil atingiu 80,2% em fevereiro, o maior índice da série histórica. O aumento do endividamento foi registrado em todas as faixas de renda, com maior impacto entre os brasileiros de menor poder aquisitivo.
Entre os lares que recebem de zero a cinco salários mínimos, o endividamento chega a 82,9%. Na faixa entre cinco e 10 salários mínimos, o índice é de 78,7%, enquanto entre os que ganham mais de 10 salários mínimos o percentual é de 69,3%. Do total de endividados, quase 60% comprometem entre 11% e 50% da renda com dívidas, e cerca de 20% destinam mais da metade do que ganham para pagar contas atrasadas.
O número de pessoas que têm dívidas, mas não conseguem pagá-las também cresceu e chegou a 29,6% das famílias, o maior patamar desde novembro do ano passado. Com juros elevados no país, em torno de 15%, especialistas alertam para o risco de efeito em cadeia, em que as dívidas se acumulam e aumentam rapidamente. O levantamento aponta ainda que 13% das famílias afirmam não ter condições de quitar as dívidas, cenário que pode ser agravado pelo baixo nível de educação financeira, já que 55% dos brasileiros dizem entender pouco ou nada sobre o tema, de acordo com 17ª edição da pesquisa Observatório Febraban feita pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE).








