Empresários do setor supermercadista discutem impactos da carga tributária em Alagoas
Supermercadistas de Alagoas decidiram se unir contra a alta carga tributária que vem pesando no bolso de quem compra todos os dias. A preocupação é simples e direta: quanto mais imposto, mais caro fica o preço dos produtos nas prateleiras. Por isso, o setor quer trazer a sociedade alagoana para perto da discussão e abrir diálogo com o Governo do Estado.
O encontro ocorreu nesta quarta-feira, na sede da Associação dos Supermercados de Alagoas (ASA).
A união dos empresários surge como um alerta. Para eles, o tema dos impostos não pode ficar só entre empresários e governo, porque quem sente o impacto primeiro é o consumidor. Cada aumento acaba refletindo no preço dos alimentos, de produtos básicos e do que não pode faltar dentro de casa.
Durante a reunião, os supermercadistas aprovaram uma série de ações para mostrar isso de forma clara à população. Uma delas é uma campanha de conscientização dentro dos próprios supermercados, informando nas gôndolas quanto do valor de cada produto é imposto estadual. A ideia é que o consumidor saiba exatamente quanto está pagando de tributo quando faz suas compras.
Além disso, o setor também vai lançar uma campanha publicitária com outdoors em todo o estado e convocar empresários de todos os segmentos para uma grande mobilização pública na orla de Maceió, ampliando o debate e chamando a atenção para o impacto dos impostos no dia a dia das famílias.
Os empresários também fecharam uma pauta de reivindicações que será levada ao Governo do Estado em reunião marcada para o dia 03 de fevereiro. Entre os principais pontos está a revisão do Fecoep, um imposto que, segundo o setor, saiu do seu objetivo original. Criado para cobrar apenas de produtos supérfluos, hoje ele atinge itens da cesta básica e até produtos essenciais, como a água mineral.
Durante o encontro, o empresário Francisco Sales reforçou que o setor não descarta o diálogo com o Governo do Estado e acredita que a conversa é o melhor caminho para construir soluções. Segundo ele, o diálogo pode ajudar a rever a atual situação tributária sem comprometer a geração de empregos e a permanência dos supermercados alagoanos. “O que buscamos é construir pontes. O diálogo pode garantir ajustes necessários, preservar empregos e manter a força dos supermercados regionais que há anos contribuem com a economia do estado”, destacou.
O presidente da Associação, Raimundo Barreto, ressalta que a expectativa dos supermercadistas é que, com mais informação e participação popular, o debate avance e resulte em mudanças que aliviem o peso dos impostos no bolso do alagoano.












