O vereador por Maceió, Leonardo Dias (PL), criticou, neste domingo (11), o governador Paulo Dantas pelos problemas recorrentes no funcionamento do Hospital Regional do Norte (HRN), em Porto Calvo. Durante visita ao município, ele afirmou que a falta de fiscalização também contribui para a precariedade no atendimento e cobrou uma atuação mais firme dos deputados estaduais diante das denúncias feitas pela população.
Leonardo Dias esteve em Porto Calvo para a abertura do projeto “Correndo por Alagoas”, iniciativa que percorre municípios do estado unindo atividade esportiva e diálogo com moradores. Além da corrida de rua, o vereador visitou apoiadores e ouviu queixas sobre o HRN, considerado estratégico para a região norte de Alagoas. Segundo relatos, faltam insumos básicos, e a estrutura não atende à demanda.
“Quando a saúde falha, não é o sistema que sofre. É o povo. Não é um caso isolado. São relatos constantes de falta de estrutura, falhas na gestão e pessoas esperando demais por um atendimento que deveria ser digno”, disse.
Leonardo criticou o fato de o hospital, que deveria ser referência regional, operar com limitações incompatíveis com as necessidades da população. Ele atribuiu a situação à condução do governo estadual e criticou a ausência de uma fiscalização efetiva.
O vereador questionou o papel da Assembleia Legislativa diante das denúncias. Para ele, a saúde pública exige mais do que discursos. “Infelizmente, eu não posso entrar aqui, pois só deputados estaduais podem fiscalizar de perto. E essa cobrança precisa acontecer. Eu acredito que saúde não se resolve com propaganda, mas com responsabilidade, fiscalização e decisão política”, afirmou.
Dias destacou sua atuação em Maceió como exemplo de que a fiscalização pode gerar resultados. Segundo ele, a presença constante em UPAs e hospitais da capital contribuiu para melhorias no serviço. “Quem conhece meu trabalho sabe que estou sempre cobrando uma saúde de qualidade. Assim como tenho defendido melhorias em Maceió, acredito que o Norte de Alagoas também precisa ser prioridade”, concluiu.









