6 de fevereiro de 2026
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Em ano eleitoral, Ministério da Fazenda projeta alta nos preços dos alimentos em 2026

A inflação dos alimentos deve ganhar força em 2026, segundo projeção do Ministério da Fazenda. A avaliação consta no boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE), divulgado nesta sexta-feira (6), e aponta que fatores climáticos e restrições na oferta global devem pressionar os preços ao consumidor.

Em 2025, o IPCA do grupo alimentação e bebidas registrou alta de 2,95%. Para o próximo ano, a equipe econômica prevê aceleração desse índice, influenciada principalmente pela alternância de eventos climáticos ao longo de 2026, com impacto direto sobre os preços de alimentos in natura.

O documento destaca ainda a expectativa de menor oferta de carne bovina, resultado da retenção de fêmeas no Brasil e nos Estados Unidos, além da perspectiva de queda na produção de produtos semielaborados, como arroz, trigo e derivados, e de itens básicos como tomate e batata.

Apesar da pressão específica sobre os alimentos, a Fazenda projeta desaceleração da inflação geral. Após fechar 2025 em 4,3%, o IPCA deve recuar para 3,6%, beneficiado pelo excesso de oferta global de bens e combustíveis, pela valorização recente do real e pelos efeitos defasados da política monetária.

Ainda assim, a SPE alerta que, mesmo com o cenário mais benigno para o índice geral, os preços dos alimentos devem seguir como um dos principais focos de pressão inflacionária no próximo ano.