1 de abril de 2026
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Desinformação sobre vacina contra gripe ressurge e ameaça campanha de vacinação

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

Mensagens falsas voltaram a circular nas redes sociais afirmando que a vacina contra a gripe aumentaria o risco de contrair a doença. A informação não tem nenhuma base científica. A vacina disponível no SUS é produzida com vírus inativados, ou seja, não é capaz de provocar a gripe. Ela é recomendada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e tem eficácia comprovada na prevenção de casos graves, internações e mortes, especialmente entre crianças pequenas e pessoas com 60 anos ou mais.

A confusão acontece porque o vírus da gripe circula com mais força no outono e no inverno, período em que outras viroses respiratórias também aumentam. Quem toma a vacina pode acabar pegando outro vírus no mesmo período e ter sintomas parecidos com os da gripe, o que gera a impressão errada de que o imunizante não funcionou. Na prática, a vacina reduz as chances de desenvolver um quadro grave e diminui bastante o risco de internação e morte.

A vacinação é gratuita pelo SUS e atende grupos prioritários como idosos, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, trabalhadores da saúde, professores e pessoas com doenças crônicas, entre outros. A composição da vacina é atualizada todo ano conforme orientação da OMS para acompanhar os vírus mais comuns em cada período. Antes de repassar qualquer informação sobre vacinas, confira sempre em fontes oficiais, como o site do Ministério da Saúde.