A deputada estadual Alê Portela (PL-MG) causou polêmica ao compartilhar uma publicação contra o novo filme da Barbie, que teve sua estreia nos cinemas nesta quinta-feira (20). A parlamentar afirma que o longa em live-action da famosa boneca não é adequado para o público infantil e familiar, alegando que promove uma inversão de valores não encontrada nos filmes animados.
No post, Alê Portela elenca cinco motivos para que as famílias não levem suas crianças a uma sala de cinema para assistir ao filme, destacando a classificação indicativa do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), que proíbe a exibição para menores de 12 anos. Entre as características apontadas pela deputada, estão a abordagem de temas como assédio, prisão, consumo de bebidas alcoólicas e reflexões existenciais. A crítica de Alê Portela também se estende à ligação do filme com o público LGBTQIA+, especialmente devido à participação de uma atriz trans na equipe, interpretando a icônica Barbie Médica. A americana Hari-Nef é a atriz responsável por esse papel no longa-metragem.
Em nota, a parlamentar enfatiza que sua manifestação não se trata de homofobia, pois está definida em lei que a livre manifestação do pensamento dentro dos limites legais não pode ser criminalizada. Segundo ela, é intrínseco à atividade de um parlamentar expor opiniões sobre os mais variados temas, inclusive os mais complexos. Para Alê Portela, a inversão de valores presente no filme é uma preocupante realidade da sociedade atual, onde princípios éticos e morais são distorcidos e, em alguns casos, ignorados. Ela conclui que o filme da Barbie, com suas temáticas e relações com a vida real, não é adequado para crianças.
O posicionamento da deputada gerou debates nas redes sociais e chama a atenção para a importância do debate sobre a classificação indicativa de filmes e sua adequação ao público-alvo. A polêmica envolvendo o novo filme da Barbie coloca em evidência questões como a responsabilidade das produções cinematográficas em relação às mensagens transmitidas e o papel dos pais na escolha das obras que seus filhos consomem no cinema.








