29 de março de 2026
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Defesa de Bolsonaro e aliados nega tentativa de golpe e questiona denúncia da PGR no STF

Bolsonaro
23/08/2019. Credito: Ed Alves/CB/D.A. Press. Brasil. Brasilia - DF. Politica. Cerimonia Dia do Soldado. Presenca do Presidente Jair Bolsonaro com o comandante do Exercito Leal Pujol. Local. Setor Militar Urbano de Brasilia.

As defesas dos denunciados no caso da tentativa de golpe de Estado adotaram estratégias semelhantes ao apresentar seus argumentos ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (6). Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro, de assessores e de ex-integrantes das Forças Armadas buscam descaracterizar as acusações feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), negando qualquer articulação para desrespeitar o resultado das eleições de 2022.

A defesa de Bolsonaro afirma que a denúncia da PGR carece de provas concretas e se baseia em uma “narrativa de ficção”. Os advogados sustentam que:

  • Não houve violência nem grave ameaça, requisitos necessários para configurar um golpe de Estado segundo o Código Penal.
  • Os atos de 8 de janeiro de 2023 foram ações isoladas de manifestantes e não planejados ou ordenados pelo ex-presidente.
  • Reuniões e discursos de Bolsonaro não podem ser confundidos com atos criminosos.
  • A PGR teria exagerado ao tentar enquadrar todos os investigados em uma grande organização criminosa.

Além disso, os advogados contestam a tramitação do caso na Primeira Turma do STF, defendendo que o julgamento ocorra no plenário da Corte. Eles também afirmam que a defesa tem enfrentado dificuldades no acesso integral às provas, incluindo materiais obtidos a partir dos celulares apreendidos.

O STF ainda vai decidir se aceita a denúncia da PGR contra Bolsonaro, militares e assessores. Se a Corte aceitar a acusação, todos passarão a ser réus em uma ação penal. Enquanto isso, a defesa segue insistindo na falta de elementos concretos que liguem o ex-presidente a qualquer tentativa de golpe.