Ausentes durante a leitura da sentença no Supremo Tribunal Federal (STF), os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticaram a condenação de 27 anos e 3 meses de prisão imposta pela Primeira Turma. Em nota divulgada na noite desta quinta-feira (11), a defesa classificou a pena como “absurdamente excessiva e desproporcional” e prometeu recorrer a instâncias internacionais após a análise do acórdão.
Bolsonaro recebeu a maior punição entre os oito réus do núcleo central da tentativa de golpe de Estado. Além da condenação criminal, ele também foi declarado inelegível por mais de 35 anos, afastando-o de qualquer disputa política nesse período. A decisão reforça a responsabilidade atribuída ao ex-presidente como líder da organização criminosa que articulou o movimento golpista.
Apesar de afirmar que recebeu a sentença com respeito, a defesa voltou a demonstrar indignação com o resultado do julgamento. Os advogados também reiteraram os argumentos já levantados nas questões preliminares, alegando incompetência tanto da Primeira Turma quanto do próprio Supremo para conduzir o caso.







