Áudios extraídos de celulares de acusados de envolvimento na tentativa de golpe para impedir a posse de Lula (PT) em 2022 mostram o papel de militares na articulação. As gravações indicam que o general da reserva Mario Fernandes teria discutido a execução de um decreto para manter Jair Bolsonaro (PL) no poder.
Em um dos áudios, Fernandes diz que “o decreto é real e foi despachado ontem com o presidente” e pede um “movimento” para que a ação ocorra. Ele também afirma que “não existe outra saída”, demonstrando a intenção de levar adiante a trama golpista.
A Polícia Federal apontou que o general participou de diversas ações ilegais, incluindo um plano para a prisão e possível assassinato do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Em outra gravação, ele relata uma conversa com Bolsonaro, na qual o então presidente teria dito que qualquer ação poderia ocorrer até 31 de dezembro de 2022, antes da transição oficial de governo.
As investigações seguem em andamento, e Mario Fernandes segue preso desde o ano passado. Parte dos áudios foi divulgada pelo Fantástico, da TV Globo, e também obtida pela Folha de S.Paulo.







