Duas decisões do ministro Alexandre de Moraes tornaram mais restrito o acesso ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a prisão domiciliar em Brasília, em comparação ao período em que esteve detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, conhecido como Papudinha.
No sábado (28), Moraes negou pedido da defesa para permitir acesso livre de familiares que não residem com o ex-presidente. Já na terça-feira (24), o ministro determinou a suspensão de outras visitas por 90 dias, alegando necessidade de manter ambiente controlado e reduzir riscos à saúde.
Com as novas regras, filhos como Carlos Bolsonaro (PL-SC) e Jair Renan Bolsonaro (PL-SC) poderão visitá-lo apenas em dias e horários específicos. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi incluído na defesa e pode acessar o pai como advogado.
Durante o período na Papudinha, Bolsonaro recebeu visitas de aliados políticos, como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Bia Kicis (PL-DF), cenário diferente do atual, com maior limitação de acesso.
Segundo Moraes, a prisão domiciliar humanitária não altera o regime fechado da pena, apenas transfere o cumprimento para a residência, mantendo regras rígidas de controle.










