Um mês após o assassinato do médico Alan Carlos de Lima Cavalcante, em Arapiraca, a médica Nádia Tamyres Silva Lima foi solta por decisão do Tribunal de Justiça de Alagoas. A revogação da prisão preventiva foi determinada pelo desembargador Ivan Vasconcelos Brito Júnior, em decisão monocrática concedida em habeas corpus.
Na decisão, o desembargador Ivan Vasconcelos Brito Júnior destacou que a vítima, o médico Alan Carlos Lima Cavalcante, encontrava-se em descumprimento de
medida protetiva de afastamento, portava arma de fogo, respondia a processos por violência doméstica e por abuso sexual contra a própria filha menor, além de apresentar comportamento suspeito nas imediações da residência da paciente. Aduzem, por fim, a presença de elementos indicativos de legítima defesa ou, de forma subsidiária, de legítima defesa putativa, em razão do histórico de violência doméstica e do temor concreto e justificado vivenciado por Nádia.
A decisão também levou em conta o fato de a médica ser ré primária, possuir residência fixa, vínculos profissionais estáveis e não ter tentado fugir após o crime. Com isso, a Justiça entendeu que medidas cautelares diversas da prisão seriam suficientes.
Com a soltura, Nádia Tamyres deverá cumprir determinações judiciais, como comparecimento mensal em juízo, proibição de sair da comarca sem autorização, impedimento de conceder entrevistas ou se manifestar publicamente sobre o caso e obrigação de comunicar eventual mudança de endereço.











