A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), integrante da CPMI que investiga fraudes no INSS, afirmou neste domingo que a comissão vem sofrendo pressões para dificultar o avanço das investigações. Segundo ela, o motivo seria a identificação de líderes religiosos e grandes igrejas supostamente envolvidos no esquema de desvios contra aposentados.
Em entrevista ao SBT News, Damares declarou que há tentativas constantes de interferência nos trabalhos da comissão, especialmente quando surgem nomes de pastores influentes. A senadora afirmou que setores religiosos pedem para que as investigações não avancem, sob o argumento de que poderiam causar frustração entre os fiéis.
A parlamentar também destacou que a CPMI tem sido alvo de lobbies e que as apurações estão alcançando áreas inesperadas. Segundo Damares, o trabalho da comissão supera as expectativas iniciais e representa uma nova fase das comissões parlamentares de inquérito, com foco em responsabilizar envolvidos de diferentes campos políticos.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou que em fevereiro será apresentado um balanço preliminar das investigações. O encerramento da comissão está previsto para março, mas há defesa pela prorrogação por mais 60 dias. Até o momento, já foram analisados cerca de 4.800 documentos, identificadas 108 empresas suspeitas e avaliada a possibilidade de pedir ao STF a suspensão de quase 2 milhões de contratos de empréstimos consignados sob suspeita de irregularidades.








