11 de fevereiro de 2026
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Custo da cesta básica cresce em quase todo o Brasil, aponta levantamento da Conab e Dieese

O custo da cesta básica de alimentos subiu em 24 das 27 capitais brasileiras no mês de janeiro, segundo levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Apenas São Luís (MA), Teresina (PI) e Natal (RN) registraram pequenas quedas nos preços.

As maiores altas foram observadas em Manaus (4,44%), Palmas (3,37%) e Rio de Janeiro (3,22%), impulsionadas pelo encarecimento do tomate e do pão francês. O tomate voltou a subir em 26 capitais, reflexo da menor oferta de frutos de qualidade, enquanto o pão foi afetado pelo aumento nos custos de energia elétrica e da farinha de trigo importada.

Apesar do avanço, alguns itens ajudaram a conter uma alta maior da cesta. O leite integral ficou mais barato em todas as capitais pesquisadas, devido ao excesso de oferta de derivados lácteos. Também apresentaram queda o óleo de soja, o arroz, o açúcar e o café, influenciados por maior oferta e valorização do real.

O levantamento ainda apontou que o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.177,57, o equivalente a 4,43 vezes o piso nacional vigente. Mesmo assim, o comprometimento da renda com a cesta básica caiu para 46,08%, e o tempo médio de trabalho necessário para adquirir os produtos recuou para 93 horas e 47 minutos.