Após encerrar o ano passado com aumento expressivo, a conta de luz deve voltar a subir em 2026 e fechar o ano acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Consultorias projetam alta entre 5,1% e 7,95%, enquanto a inflação prevista gira em torno de 3,95%. Em cenário mais crítico, com bandeira vermelha patamar dois, o aumento pode chegar a cerca de 12%. O impacto está ligado ao nível mais baixo dos reservatórios, maior uso de usinas termelétricas e crescimento de encargos.
Para 2026, estão previstos R$ 47,8 bilhões em subsídios ao setor elétrico, pagos pelos consumidores por meio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), alta de 17,7% em relação a 2025. O cálculo das tarifas inclui reajustes das distribuidoras, impostos, encargos e bandeiras tarifárias. Atualmente vigora a bandeira verde, sem cobrança extra, mas a possível transição do fenômeno La Niña para El Niño pode alterar o cenário climático e pressionar os preços.
Apesar de níveis recentes de armazenamento considerados satisfatórios no Sistema Interligado Nacional (SIN), especialistas alertam que o período seco pode exigir maior acionamento de usinas termelétricas. Nos últimos 15 anos, a conta de luz acumulou alta de 177%, frente a 122% da inflação. Em 2025, a energia elétrica residencial subiu 12,31% e foi o item de maior impacto no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Mesmo com capacidade de geração superior à demanda, o país registrou cortes na produção de energia solar e eólica para evitar sobrecarga no sistema, o que gerou prejuízos bilionários ao setor. O governo estuda utilizar recursos da renovação de concessões para reduzir a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e amenizar reajustes. Ainda assim, especialistas afirmam que o comportamento do clima será decisivo para o valor final da conta em 2026.













