O Congresso do México aprovou nesta quarta-feira (25) uma reforma constitucional que reduz gradualmente a jornada de trabalho semanal de 48 para 40 horas, com implementação escalonada até 2030. A medida contou com ampla maioria na Câmara dos Deputados do México, recebendo 469 votos a favor e nenhum contra, após já ter sido aprovada no Senado. Agora, o texto segue para aprovação em pelo menos 17 dos 32 legislativos estaduais antes de ser promulgado.
A mudança prevê que, a partir de 2027, a jornada seja reduzida em duas horas por ano até atingir 40 horas semanais em 2030. A reforma também proíbe a redução de salários ou benefícios durante esse processo de transição, garantindo proteção aos trabalhadores.
Apesar de ser celebrada como um avanço para a qualidade de vida laboral, a proposta enfrenta críticas da oposição e de sindicatos por manter a exigência de apenas um dia de descanso remunerado a cada seis dias trabalhados e por aumentar o permitido de horas extras semanais.
Especialistas apontam que a redução da jornada busca alinhar o México a países que adotam semanas de trabalho mais curtas e melhorar o equilíbrio entre vida profissional e pessoal, além de responder a estudos que mostram altos níveis de horas trabalhadas no país.
Se ratificada pelos estados, a reforma deve entrar em vigor com sua primeira redução em janeiro de 2027, beneficiando milhões de trabalhadores mexicanos ao longo dos próximos anos.









