A Colômbia reforçou a segurança ao longo de sua fronteira com a Venezuela e mobilizou mais de 30 mil soldados distribuídos pelos cerca de 2.200 quilômetros de divisa entre os dois países. A informação foi confirmada neste domingo (4) pelo ministro da Defesa colombiano, Pedro Arnulfo Sánchez, em meio à escalada de tensão regional após a operação dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro.
Segundo o ministro, o reforço militar tem como objetivo principal ampliar a vigilância em áreas consideradas estratégicas, especialmente regiões onde atuam grupos armados ligados ao narcotráfico, como o Exército de Libertação Nacional (ELN) e a facção criminosa Tren de Aragua. A preocupação do governo colombiano é evitar deslocamentos irregulares, avanço de organizações criminosas e possíveis reflexos do conflito em seu território.
A mobilização ocorre um dia após a operação militar americana que levou à prisão de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, na madrugada de sábado (3). Horas depois, o ex-líder venezuelano foi transferido para os Estados Unidos sob escolta de agentes federais.
Maduro permanece detido no Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, em Nova York, e deve comparecer pela primeira vez a um tribunal americano nesta segunda-feira (5), às 14h, no horário de Brasília. A situação segue sendo monitorada pelas autoridades colombianas diante do impacto regional da crise venezuelana.






