Após cinco anos da pandemia Covid-19, o aumento de casos de adoecimento mental aumentou. As perdas de pessoas próximas ou familiares, além do isolamento social para conter o avanço da doença, deixam como “herança” o adoecimento mental para a população brasileira sobrevivente.
Um levantamento da Secretaria Municipal de Saúde de Minas Gerais foi de 240.555 em 2024, números 187% maiores em 2019, quando alcançou 83.620, ano que antecedeu o período de crise na saúde pública. “Posso dizer que convivo com as consequências da Covid desde 18 de maio de 2021, que foi o dia em que o meu pai teve os primeiros sintomas. Além da saudade dele, tenho compulsão alimentar e preciso de acompanhamento com psicólogo. Foi tudo muito traumático” afirmou a Lidyane Lima Silva, de 39 anos. Lidyane perdeu o pai de 68 anos após cinco semanas hospitalizado, infelizmente, não resistiu aos avanços da doença.
Esse levantamento também considera os atendimentos feitos em crianças, adolescentes e adultos. Em 2025, foram 52,079 atendimentos em toda a cidade mineira, em toda a rede até o dia 19 de março, batendo a média de 667 por dia, ou seja, pelo menos 27 por hora. Esses números acompanham os atendimentos de pacientes em sofrimento psíquico ou com transtorno mental severo e persistente, e pessoas em uso prejudicial de álcool e outras drogas.