Dois policiais militares começaram a ser julgados nesta sexta-feira (6) pela morte da soldado Izabelle Pereira dos Santos, ocorrida em agosto de 2014, dentro de uma viatura da Radiopatrulha, no bairro São Jorge, em Maceió. A audiência ocorre na 13ª Vara da Capital, na Auditoria Militar, instância responsável por crimes militares, e tramita sob sigilo.
O processo está na fase de instrução, momento em que são ouvidas testemunhas e os próprios réus. Respondem à ação os militares José Rogério Mariano da Silva e Samuel Jackson Ferreira de Lima, apontados como responsáveis pelo episódio que resultou na morte da policial.
Izabelle morreu em 30 de agosto de 2014 após ser atingida por 17 dos 30 disparos de uma rajada efetuada por uma submetralhadora dentro da viatura em que trabalhava. À época, a versão apresentada indicava que a arma teria disparado de forma acidental.
Em novembro de 2017, no entanto, um laudo da Polícia Federal trouxe novos elementos ao caso, ao levantar dúvidas sobre a segurança do armamento fabricado pela Taurus. O documento indicou que o seletor de tiros pode ter mudado da posição de segurança para a de disparo após um impacto na estrutura do banco da viatura.
Os peritos também apontaram a possibilidade de que a alavanca do ferrolho de outra submetralhadora, que estava no mesmo veículo, tenha acionado o gatilho da arma que matou a soldado. As conclusões reacenderam questionamentos sobre a dinâmica do crime e agora integram a análise do julgamento que se estende após mais de uma década do ocorrido.









