A Unidade de Emergência do Agreste, em Arapiraca, está à beira do colapso. As imagens registradas na última terça-feira (25) escancaram o cenário de descaso e precariedade da saúde pública em Alagoas. Pacientes em macas, falta de leitos e acompanhantes em cadeiras improvisadas retratam a dura realidade do hospital que deveria ser referência no atendimento de urgência e emergência da região.
A situação se agrava nos finais de semana, quando a demanda aumenta e a estrutura precária do hospital se torna ainda mais evidente. Funcionários, em sua maioria contratados, trabalham sem direitos básicos, como férias, licença médica ou 13º salário. A regra cruel é clara: adoeceu, está fora.
A falta de segurança também é alarmante. Com a demissão dos vigilantes, medida adotada pelo Governo de Alagoas para cortar gastos, a unidade virou terra sem lei. Relatos de agressões a servidores, ameaças, tentativa de estupro e furtos no estacionamento se multiplicam. Motocicletas e bicicletas são roubadas sem qualquer controle, tornando o ambiente hospitalar ainda mais hostil.
O descaso do governo estadual com a saúde pública expõe pacientes e profissionais a um verdadeiro cenário de guerra, onde a sobrevivência depende da resistência de quem ainda tenta manter o hospital funcionando.








