O pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, elevou o tom contra o bolsonarismo ao afirmar que o senador Flávio Bolsonaro não possui experiência suficiente para governar o país. Em coletiva realizada nesta segunda-feira (30), em São Paulo, Caiado declarou que vencer o PT nas urnas seria “fácil”, mas destacou que o verdadeiro desafio está em saber governar para impedir o retorno do partido ao poder, em referência à vitória de Luiz Inácio Lula da Silva sobre Jair Bolsonaro em 2022.
Durante a entrevista, Caiado criticou a falta de vivência política de Flávio, ressaltando a importância do diálogo institucional. Segundo ele, governar exige habilidade para lidar com Congresso, Judiciário e demais entes federativos. “Não se aprende a governar sentado na cadeira de presidente”, afirmou, acrescentando que o “ímpeto da idade” pode comprometer o equilíbrio necessário para a função. O governador também defendeu uma postura de articulação, afirmando nunca ter enfrentado conflitos com órgãos como assembleias legislativas ou tribunais de contas.
A fala ocorre no contexto de sua oficialização como pré-candidato do PSD, após vencer uma disputa interna que envolveu o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e ganhou força após a desistência de Ratinho Jr. Caiado reforçou que sua candidatura será mantida, mesmo diante da pressão de aliados do PL, e criticou a ideia de apoio antecipado a Flávio Bolsonaro ainda no primeiro turno.
Mais cedo, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que vê com dúvidas a candidatura de Caiado e defendeu a união da direita em torno de Flávio já na largada da disputa. Em resposta, o governador rebateu dizendo que “esse estilo não funciona mais” e defendeu uma política baseada no debate. Ele também se apresentou como uma “via independente”, rejeitando o rótulo de terceira via, e prometeu medidas para reduzir a polarização, incluindo a proposta de anistia ampla aos condenados por envolvimento em atos golpistas, entre eles o próprio Jair Bolsonaro.










